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INFORMAÇÕES
LHASA APSO: ASTRO EM ASCENSÃO
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Ele conquista novos fãs com seu charme e facilidade em se adaptar à ausência dos donos Surpresa geral.
O
Lhasa Apso passa por uma expansão inédita para a raça. Nos últimos dez anos,
multiplicou por mais de cinco vezes a quantidade anual de filhotes registrados -
no mesmo período esse indicador não chegou a duplicar para o conjunto das raças
da Cinofilia nacional.
Tudo indica que esse companheiro de densa pelagem continua em
alta. O interesse por ele é perceptível nos 50 pet shops de São Paulo onde as
edições já publicadas da Cães & Cia são comercializadas.
Os freqüentadores desses estabelecimentos fazem do Lhasa Apso o décimo assunto
mais procurado entre os cerca de 400 temas disponíveis.
Há um universo em inegável expansão para os cães pequenos e peludos.
Trata-se dos lares nos quais coincidem o pouco espaço físico e o desejo de ter
um cão de companhia. Neles, os cães fofinhos mais populares - o Lhasa Apso, o
Maltês, o Shih Tzu e o Yorkshire ganham força cada vez maior.
Para quem trabalha fora e precisa deixar o cão sozinho, o
destaque é para o Lhasa. Por ser o mais calmo entre os pequenos peludos, pode
ser deixado sozinho por longos períodos, se acostumado à solidão desde
filhote.
Não late, perturbando a vizinhança, nem incomoda os donos, bagunçando a casa
para esquecer a solidão. Prefere esperar, em paz, que volte gente para casa,
cochilando e brincando sozinho.
Um estilo discreto, revelado também durante os afazeres domésticos dos donos,
quando o Lhasa fica por perto, mas sem disputar a atenção. Nem por isso falta
calor na relação com um Lhasa Apso.
Apenas as demonstrações de afeto se concentram em determinados momentos.
Na volta do dono ao lar, por exemplo, as saudades explodem e o Lhasa costuma
oferecer uma festiva recepção. O aconchego e o carinho são reservados para
quando o dono relaxa no sofá ou chama o cão.
O Lhasa não é, certamente, um adepto de longas caminhadas.
Apesar de movimentar-se com desenvoltura, bastam alguns quarteirões para vê-lo
querer voltar para casa.
Por outro lado, é o maior dos quatro cães peludos mais populares, e seu
tamanho não facilita levá-lo por muito tempo no colo. Realmente, trata-se de
um ser destinado à vida caseira.
Quanto à pelagem, se for deixada crescer à vontade, alcança o chão com menos
de um ano de idade. A maioria dos donos está deixando seus Lhasas com os pêlos
longos, apenas um pouco aparados.
Porém, há diversas possibilidades de cortes, para atender todos os gostos.
Um lacinho na cabeça ou algum outro acessório tem tudo a ver com o charme de
um cão como esse.
Os cuidados mais freqüentes destinados à pelagem do Lhasa são
a escovação e o banho. O ideal - as escovadelas diárias para evitar o excesso
de nós - não é a prática mais comum. Para alguns donos desagrada ver seus
Lhasas incomodados com os puxões devido à presença de nós.
Quando a pelagem é boa - com pêlos lisos e ásperos, nem lanosos, nem sedosos
, a ausência de nós é uma característica elogiada. Porém, parte dos Lhasas
encontrados no Brasil possui excesso de subpêlo, que é lanoso, ou pêlos
sedosos, e aumentam as chances de aparecerem nós.
Quem não tem esse problema, desfruta momentos agradáveis com o cão, durante a
escovação.
Ninguém melhor do que os próprios donos - os responsáveis
pela revolução expansionista do Lhasa - para revelar como é ter esse cão.
O padrão define o temperamento dele como alegre, autoconfiante, alerta, estável
e um tanto reservado com estranhos.
Ser Lhasa Apso é :
"Sempre que a campainha de casa toca, Nina começa a
latir e só pára quando alguém da casa vem atender a porta", Maria
Manuela. "Quando tocam a campainha, Lucy late à porta.
Depois de observar a pessoa e se acostumar com a presença dela, a aceita",
Renato.
"Quando escuta um barulho diferente, Tango dispara e late à porta, como se
protegesse a família de algum possível invasor", Florana."É só a
campainha tocar e Bruce corre até a porta e late", Rosana.
FICAR COM UM PÉ ATRÁS COM OS ESTRANHOS
"Para o estranho, Nina dá alguns latidos. Se ele
fizer carinho nela, ela faz festa. Se o estranho a ignorar ou for hostil, late e
o circunda, desconfiada, e é capaz de mordê-lo, se ele vier diretamente em
minha direção", Maria Manuela.
"Bruce recebe o desconhecido, observando-o, Em geral faz festa. Duas ou três
vezes latiu para entregadores", Rosana."Woody late muito para algumas
pessoas completamente estranhas, como ocorreu com um pedreiro e uma empregada da
vizinha", Maria Angela.
ESPERAR TRANQÜILO O DONO VOLTAR
(se for acostumado a ficar sozinho)
"Nina jamais protestou por ter de ficar sozinha. Ela parece perceber quando ficaremos o dia todo fora e cochila tranqüila", Maria Manuela. "Lucy desde o início fica sozinha no apartamento, dormindo ou mordiscando e transportando brinquedos ou algum objeto ao alcance. Adora a ponta de um tapete! Mas nada disso me traz problemas", Renato.
VIVER EM PAZ COM OS VIZINHOS
"Nunca tive reclamação dos vizinhos. Nina não late o suficiente para ser notada", Maria Manuela. "Os vizinhos se surpreendem ao descobrir que tenho Lucy, porque ela praticamente não late", Renato. "Meus vizinhos só têm elogios a Woody", Maria Angela.
BRINCAR COM O DONO
"Depois de crescer, Nina substituiu os brinquedinhos dela por
objetos, como uma meia ou o ursinho da minha filha. Gosta de correr e de
derrapar no piso, arrancando risadas", Maria Manuela.
"Bruce gosta de pegar uma roupa ou sapato e mostrar para todos, provocando
para brincar de pega-pega", Rosana. "Quem resiste quando Woody traz o
morango que apita ou outro brinquedo na boca? Ou quando corre pelo jardim, como
louco, por uns cinco minutos?", Maria Angela. "Tango adora os
brinquedinhos dele e quando ganha um novo, balança o rabo feliz", Florana.
SER OBEDIENTE
"Basta um chamado ou um 'não' de qualquer pessoa da casa e Nina logo obedece", Maria Manuela. "Bastou um 'não' para que Lucy aprendesse para sempre a não subir na minha cama. Dizendo 'quieta' e acalmando-a, consegui que não ficasse mais agitada no banho", Renato. "Bruce é ótimo aluno e atende sempre os chamados", Rosana.
SER LIMPO
"Duda adquiriu o hábito de fazer as necessidades no jornal, em uma
semana", Adriana. "No primeiro dia, Bruce carimbou o meio da sala.
Passei o jornal na sujeira e pus as folhas na área de serviço.
Ele aprendeu logo a usar o lugar certo", Rosana. balançando o rabo,
andando ao meu redor e dando rápidas lambidas", Renato.
"É a maior alegria quando alguém da casa chega. Bruce late e balança o
rabo de felicidade", Rosana. "Ao entrar em casa, Nina só tem olhos
para mim. Balança a cauda, me lambe e late", Maria Manuela.
MORDISCAR SEMPRE QUE POSSÍVEL
"Quando filhote, Nina limitava-se a morder seus brinquedinhos. Agora
rói ossinhos - um a cada dois dias", Maria Manuela. "Uns cinco pares
de chinelos, foi o que Tango destruiu, enquanto seus dentes cresciam. Agora
mordisca os brinquedos e 'detona' um ossinho a cada dois dias", Florana.
"As marcas dos dentinhos de Lucy estão nos pés de mesas e cadeiras, entre
outros móveis - lembrança da época do crescimento dos dentes. Agora, com um
ano, dá suas mordiscadas no que estiver ao alcance, mas sem causar incômodo",
Renato.
PROTESTAR UM POUCO PELA SOLIDÃO
(se o hábito é ter sempre companhia)
"Tango fica sozinho das 8 h da manhã, quando vou trabalhar, até as
9 h, quando chega a empregada. Ao me ver sair, faz chantagem emocional, com uma
expressão bem triste", Florana.
"Raramente deixo Woody sozinho e quando acontece é por cerca de três
horas. Ele não é destruidor, mas, às vezes, faz xixi fora do lugar certo, o
que considero uma forma de protesto", Maria Angela.
SER UM COMPANHEIRO PRESENTE
"Faço os afazeres domésticos e Nina permanece por perto, em repouso. Mudo de cômodo, Nina também", Maria Manuela. "Mesmo depois de eu ter ficado fora o dia todo, Lucy me observa entretido nos trabalhos de casa ", Renato. "Bruce me segue pelos ambientes da casa, discreto, contemplativo. Tira sonecas até com música alta, perto da caixa de som", Rosana.
DAR BOAS-VINDAS ÀS VISITAS
"Nina brinda os conhecidos com três minutos de festa. Depois volta
para o canto dela", Maria Manuela. "Woody trata muito bem as visitas,
com alegria", Maria Angela.
"A visita chega e Bruce interrompe o repouso. Faz uma recepção discreta,
mas festiva", Rosana. "Tango festeja a visita. Se ela não der bola,
volta ao canto dele. Se der, brinca mais um pouco e mostra-se simpático",
Florana.
TER INTIMIDADE COM ESCOVA E BANHO
"Adoro escovar Bruce por dez minutos, todos os dias. Ele gosta e fica
quietinho. No banho, também fica ranqüilo, mas não gosta. Dou dois por mês e
outros dois ele toma no pet shop. A pelagem é aparada, para ficar um pouco
acima do chão", Rosana.
"Evito escovar Nina para não machucá-la ao puxar os nós - ela está com
os pêlos com comprimento médio. Uma vez por semana, toma banho e é escovada
no pet shop, para ficar limpa e bonita", Maria Manuela. "Toda semana
Woody vai ao pet shop tomar banho e, uma vez por mês, apara as pontas dos pêlos.
Uma vez por semana, escovo-o.
A cabeça do dono fica assim:
Melhor? Não há. "Lucy é o sonho de qualquer
dono. Estou totalmente apaixonado por ela", Renato. "Minha filha Liz,
que não mora mais em casa, deixou Woody, filhote, comigo por algumas semanas.
Na época eu não queria cães, mas me apaixonei por ele logo que o vi.
Passou um ano e meio e Liz insiste: quer ganhar outro Lhasa quando Woody for
papai", Maria Angela. "Tango me deixa livre para a minha rotina e é
muito carinhoso, um cão iluminado", Florana.
É lindo! Eu quero esse cão.
"Eu nunca tinha visto um Lhasa. Naquela feira de animais estava Nina. Era
um filhote lindo. Segurei-a e não consegui mais largar. Ainda por cima, o
vendedor garantiu que a raça era boa para pequenos espaços.
Levei-a, no ato", Maria Manuela.
Opção inteligente. "Moro sozinho em apartamento e trabalho fora.
Depois de pesquisar por meses no site da Cães & Cia, e importar dois
livros sobre o Lhasa, concluí: aquele era o cão de companhia que procurava,
pois pode ficar só e é lindo", Renato.
"Deduzi que o melhor para mim seria o Lhasa, depois de pesquisar na
internet, em vários sites. A raça era indicada para apartamento e para ficar
sozinha. As fotos eram uma graça. Foi chegar ao canil e me apaixonar",
Adriana.
"Meu marido viu um cão lindo na rua, averiguou que era um Lhasa
Apso, encomendamos todos os números da Cães & Cia sobre a raça e
constatamos que era ideal para apartamento. Compramos Bruce", Rosana.
Ele gosta, embora às vezes fique inquieto, por puxar um nó", Maria
Angela.
TER CIÚME DO DONO "Estou grávida, e Tango chega a morder a mão do
meu marido se ele acaricia muito a minha barriga", Florana.
"A adoração de Nina por mim é tamanha que, às vezes, ela começa
a latir ao ver alguém me abraçando" Maria Manuela.
"Até dos seus brinquedos Woody tem ciúme. Quando alguém pega um,
enquanto não o devolve, ele não sossega", Maria Angela.
SINALIZAR QUANDO SE SENTE INCOMODADO
"Preciso de uma hora e meia para lavar, secar e escovar
Bruce e ele não gosta. Quando o pego para dar banho, ele rosna, mas não
morde", Rosana.
"Se tento dar comida ao Tango antes da única hora que ele a aceita - no
fim da tarde - a reclamação é imediata. Ele dá três passos para trás e
late indignado", Florana. "Às vezes, enquanto brinco com Lucy, mexo
no rabo dela, para provocá-la. Ela dá uma virada e faz cara de que não gosta.
Se insisto, ela simplesmente vai embora e não aceita mais brincar",
Renato.
FAZER PASSEIOS RÁPIDOS
"Costumo levar Lucy para andar todos os dias e ela gosta muito. Mas as
caminhadas não são longas, porque Lucy logo cansa", Renato. "Cada
dia caminho por cerca de quatro quarteirões com Nina, na guia.
Para não trazer sujeira para casa, aparo os pêlos das patas e a pelagem, para
evitar que ela 'varra' a rua", Maria Manuela.
"Nos fins de semana costumo dar a volta ao quarteirão com Tango.
Vamos com calma, pois Tango gosta de parar em cada casa que tem cão. Ao
completarmos a volta, ele faz de tudo para entrar", Florana.

Lhasa Apso :Um peludo diferente
O temperamento dele é muito diferente do dos demais cães peludos de pequeno porte - fica sozinho em casa numa boa e nem faz questão de passear.
Temperamento típico: cão de um dono só, o Lhasa é reservado com gente estranha, independente e não muito ativo.
Ele tem uma personalidade bem diferente do maioria dos "pequenos peludos", que em geral são dependentes do dono superativos, sociáveis até com estranhos e sempre prontos o brincar. Seu estilo é exatamente o oposto. O Lhasa Apso é o mais reservado entre eles e também o menos ativo e o mais independente. São justamente estas características que o tornam o peludo de pequeno porte mais indicado para quem precisa deixar o cão sozinho."Recomendo o Lhasa às pessoas que moram sozinhas e trabalham fora, pois se adapta muito bem o ficar horas sem companhia, diz Áquila Zawadzki, do Canil Zawadzki em Curitiba onde cria 25 Lhasas e também Lulus do Pomerânia, Pequineses e Malteses - e é proprietário de um salão de beleza especializado em raças desse tipo.
"Independente e tranqüilo, o Lhasa na ausência do dono não faz bagunça, não destrói o casa e nem mastiga brinquedos, móveis e almofadas se já trocou os dentes de leite , resume Áquila. "A criadora de Shih Tzu, Maltês e Lhasa , Maria Amélia Snell, do Canil Snellmark na Barra da Tijuca, RJ, concorda: "Devido ao temperamento, a raça é a que menos exige supervisão do dono. Segundo Maria Amélia, o Lhasa não é de correr muito e quando brinca logo interrompe para se aconchegar; passa o maior parte do tempo tranqüilo, observando- e mesmo para andar é calmo e cuidadoso.
Até passeios diários, tão importantes para outros raças, o Lhasa dispensa. "Ele é muito caseiro não faz muita questão de sair diz Maria Amélia. "Por ser reservado, estranha o movimento da rua e se assusta; acho que se ele pudesse escolher ficaria sempre em casa , completa. Os entrevistados contam que, ao contrário do maioria dos raças, o Lhasa não faz festa só de ver uma coleira. "Entre as diversas raças semelhantes que estou acostumada a treinar, o Lhasa é o que mais resiste o aprender a usar o coleira, conta Vania Breim, que prepara Shih Tzus, Malteses e Yorkshires para exposições. "E difícil adaptá-los a passear" , confirma Regina Balza, que já criou Pequineses e tem atualmente dez Lhasas, no Canil Lakshmi, em São Paulo. "Diferentemente de outras raças, quando vê uma coleira, o Lhasa não demonstra tanto entusiasmo: olha, pensa, e pode vir ou não em minha direção , atesta Maria Amélia. O desinteresse tem explicação. "Ficar no meio de gente estranha é extremamente desagradável para ele, diz Vânia. "Numa exposição, ele fica sempre de mau humor: pode até fazer pirraça, se jogar no chão, empacar só para não desfilar; já o York e o Maltês são muito elétricos, ficam puxando e olhando tudo , conta.
O comportamento reservado com estranhos é mesmo uma marca registrada da raça . "Quando chega uma visita, vem cheirá-la o depois fica distante, observando" , diz Larry Bruton, presidente do American Lhasa Apso Club, nos Estados Unidos. "Com desconhecidos ele faz o tipo indiferente.Se é chamado, finge que nem vê , confirma Guilherme Berrêdo, que crio Lhasas e Shih Tzus há 13 anos pelo Canil Axeram, em São Luiz, MA. Maria Amélia, criadora de Lhasas e Shih Tzus acrescenta: "Tem gente que quando vem me visitar até pergunta" porque quando eu chamo os Lhasas eles não vêm?" Ai eu explico que o raça é muito reservado com os desconhecidos. O interessante é que esse comportamento já se manifesta desde pequeno. "Filhotes de Lhasa ficam apenas olhando as pessoas, não fazem festa e alguns até se afastam , descreve Maria Amélia. Guilherme confirma:"Outro dia um casa veio comprar um cão. A moça gostava mais de Shih Tzu, e o rapaz preferia Lhasa. Fui buscar um filhote de cada no canil , conta. "Quando os coloquei na sala, o Shih Tzu só faltou falar me leva', pulou no colo deles lambeu o rosto. O Lhasa observou quieto, veio no minha direção e deitou no meu pé. De nada adiantou a moça chamar, ele não foi." Mesmo assim, o estilo pouco efusivo com desconhecidos não os desanimou, e levaram o Lhasa.
DONO : SÓ UMColo não é o seu lugar preferido:gosta de ficar perto do dono, mas não de ficar grudado.
Por suas atitudes, o Lhasa é considerado pelos criadores como o típico cão de um dono só. Áquila é quem explica bem: depois de comprado o filhote demorara até um mês para adotar definitivamente um dono no novo lar e demonstrar alegria ao vê- lo. "Não basta a pessoa alimentar, cuidar e dar banho. Tem que ganhar a simpatia do cão , explica . Uma vez eleito o dono, essa passa a ser a pessoa da vida dele. "Os Lhasa aceitam as pessoas que moram na minha casa às vezes até atendem a seus chamados, mas não quando estão ao meu lado. Aí pode chamar a vontade que eles não vão mesmo,a dona aqui sou eu", diz Maria Amélia. Regina também nota quais dos seus Lhasa a adotaram e quais adotaram a irmã: "Quando cada uma de nós chega é bem recebida por todos mas geralmente os "meus" me festejam mais, e os "dela" mais a ela, Segundo Leonor Menon dono de Lhasas e Daschunds, do Canil dos Mil Encantos, em São Paulo, isso é o que ocorre no casa dela também. "Tenho cinco Lhasas vivendo dentro de casa e quando estou por perto, minha filha pode chamar que eles não saem do meu lado.
A vida solitária: entre as raças pequenas e peludas é que mais se adapta a donos que passam o dia fora.
O Lhasa é tão independente que não impõe a sua presença e nem solicita o tempo todo a atenção das pessoas. "É incapaz de ficar lambendo o nossa boca, trazendo bolinha e pulando no colo. Fico olhando de longe mas não se aproxima, não atrapalha se o dono estiver assistindo tevê , diz Áquila. "Cães que ficam pulando no meu colo e implorando atenção o tempo todo me irritam, por isso é que me identifico tanto com o Lhasa , conta Regina.
Segundo Ana Beatriz Knoll, do Canil Excalibur Quest, em Campinas, SP, o Lhasa vai escolher o dono que mais se identifique com seu temperamento calmo, que não fique chamando para brincadeiras todo hora, porque ele não gosta de fazer grandes esforços físicos. Por isso, é comum assistir a Lhasas tentando se esquivar de crianças muito agitadas, mesmo que sejam de casa: eles não têm tanta energia quanto elas e normalmente perdem a paciência. Mas dificilmente mordem à toa, sem avisar. "O Lhasa também precisa de alguém que não espere submissão nem grude", lembra Maria Amélia.
Até no hora do banho o Lhasa mantém a calma. Ele acaba se acostumando com mais facilidade do que outros raças mais "elétricas"."Parece que ele sabe que não tem jeito e quer logo acabar com aquilo" , brinca Vânia. O Lhasa é muito mais submisso ao banho do que outros raças pequenas, diz Áquila. "Tenho uma fêmea que até dorme enquanto estou secando o seu pêlo" , confirma Maria Amélia.
Ficar no colo, para o Lhasa, é uma regalia concedida apenas ao dono - intimidades desse tipo com gente estranha nem pensar. Mesmo que goste do aconchego dos braços da pessoa eleita, para ficar bastante tempo nesse grude todo, ele não deve se sentir incomodado. Entenda-se por isso, por exemplo, excesso de calor em dias quentes. "Enquanto outras raças, se puderem, ficam o tempo todo grudadas num colo, os Lhasas o abandonam ao sentirem calor , explica Guilherme.
O Lhasa Filhote é bem brincalhão com os irmãos. Gosta de correr atrás de bolinhas e procurar coisas para se divertir sozinho. E também aceita bem brincadeiras com pessoas da casa, quando acostumado a elas.Mas amadurece com cerca de um ano para chegar à tranqüilidade típica da raça. "Esse é outro grande diferencial entre o Lhasa e muitos dos peludos pequenos, que costumam manter sempre o espírito festeiro e superbrincalhão , diz Maria Amélia.
TIPO CASEIRO
Tem um estilo caseiro :não faz questão de sair e nem é daqueles que festejam a coleira só de vê-la.
Dentro de seu territ6rio o Lhasa é só tranqüilidade: não causa problemas e pode-se até esquecer dele. Mas sair com um Lhasa nem sempre é fácil. São muito desconfiados e suspeitam de tudo, diz Vânia. Viajar não é, geralmente o programa predileto. Mas podem ser acostumados desde pequenos. Tenho conhecidos que viajam sempre e seus Lhasas são doidos para entrar no carro. "Guilherme acrescenta: "junto aos donos, todos os atividades lhes dão prazer". Ao chegarem a um novo local costumam estranhar. "Quando os levo comigo, eles ficam receosos ao chegar, não saem do meu lado. Aos poucos vão se acostumando com o ambiente e começam a cheirar e a explorar o local , conta Regina." Se vão para um hotel, eu solto todos juntos com a gente; mas se alguém os chamo para brincar, nem sempre topam. Já outras raças são o oposto", diz Maria Amélia. "No carro, não se agitam nem sujam ou estragam nada. Só ficam impacientes quando querem fazer xixi , informa Regina. "Não são tão espevitados nem curiosos quanto os Poodles que adoram uma janela , acrescenta Áquila.Amadurecimento notável: o filhote é bem brincalhão, mas diferente de outras raças semelhantes, amadurece com o tempo e fica mais sossegado.
Apesar de reservado e independente, o Lhasa nunca deve rosnar para as pessoas. "Muito menos morder", diz Larry Bruton, do clube americano do raça. "Existem exemplares agressivos no Brasil, o que é inadmissível poro um cão usado hoje essencialmente como companhia" , diz Guilherme. Um Lhasa que morde o próprio dono é mais inadmissível ainda.
Entre os criadores entrevistados, vários nunca verificaram o problema em seus plantéis, mas outros chegaram o ter experiência com algum: "Tive um que mordia minhas sobrinhas, e até o rapaz que trabalhava aqui cuidando dele , relata Maria Amélia. "O moço tinha de abrir a gaiolinha com cuidado, chamar e se ele não viesse, não adiantava tentar pegá-lo, porque ele avançava mesmo",conta.
Relacionamento com crianças:o Lhasa só procura a companhia delas se não forem agitadas demais
EM FORMA
Assim como a maioria das raças pequenas, o Lhasa não precisa de exercidos ao ar livre para se manter saudável. Nem tendência à obesidade ele tem. Solange Frasson, da Clínica Frasson, em Piracicaba, explica: "O pouco que ele brinco e anda dentro da caso e suficiente para queimar as calorias, desde que a alimentação seja adequada."
Os criadores consideram o Lhasa bastante resistente a doenças. As duas veterinárias ouvidas por Cães & Cía - Patricia Harick do Centro Veterinário Santa Cruz, em São Paulo, e Solange disseram que o problema que mais afeta a raça são as alergias de pele (dermatites). Guilherme observa que alguns exemplares são mais afetados devido à predisposição genética. As causas normalmente são picadas de pulgas, retenção de umidade na pelagem e alimentação errada. Os sintomas das dermatites são pequenos pontos avermelhados, caspinhas e coceiras na pele. Quando o caso é grave, pode desencadear infecções bacterianas no local. O tratamento é afastar o cão das causas da alergia - o que significa combate a pulgas au mudança de dieta, conforme o caso. "Tratamento com remédios fartes à base de cortisona, só recomendo em casos muita graves , diz Solange. Outra problema que pode acontecer com o Lhasa é a conjuntivite (inflamação das mucosas dos olhos). Segundo Patrícia, cerca de 15% dos Lhasas de que cuidou têm esse mal, conseqüente da irritação provocada pelos pêlos que caem sobre os olhos. Para evitar, recomenda- se prender a franja. "Se não for tratada a tempo, pode evoluir para úlcera da córnea e cegueira , avisa Patrícia. A cura e à base de colírios antibióticos e antiinflamatórios.
Catherine Marley, médica e criadora da raça nos Estados Unidos, confirma que esses problemas são os que mais afetam a raça também no seu país. Mas acrescenta duas doenças geneticamente transmissíveis a lista de males que podem afetar alguns exemplares, ainda desconhecidas na raça no Brasil pelos criadores entrevistados: a Atrofia Progressiva da Retina (PRA) e a Displasia Renal (Familial Kidney Displasia). Segundo Catherine, a primeira teve casos recentes na Inglaterra e \n'; document.write(barra); } } changePage();
Texto extraído da revista Cães & Cia nº 218 julho 97.

Conheça as dicas de duas grandes conhecedoras de Lhasa Apso:
Ana Beatriz Knoll, juíza de todas as raças e criadora da raça há 20 anos
pelo Canil Excalibur Quest, e Vania Breim, juíza de todas as raças e groomer,
que, como handler, já apresentou Lhasas muito premiados em exposições.
Observar a qualidade da pelagem:
"A pelagem certa do Lhasa é longa, áspera, cai junto ao corpo e é um
pouco dura. Em muitos exemplares, porém, é incorretamente lanosa, o que forma
nós e dificulta a escovação.
A característica fica bem perceptível a partir dos três a quatro meses de
idade. Quando os pais têm boa pelagem, aumentam as chances de o filhote tê-la
também", Vânia.
Notar o focinho e a dentição.: "Ninguém
quer um Lhasa com uma bela pelagem, mas com os dentes de fora, o que o deixa
feio. O prognatismo (dentes de baixo mais à frente do que os de cima) exagerado
tem grande chance de ocorrer no Lhasa, devido à sua mordedura típica ser em
tesoura invertida (dentes de baixo ligeiramente mais à frente do que os de
cima)", Vânia.
"Prefira um filhote de Lhasa com as pontas dos dentes de cima e de baixo se
tocando ao fechar a boca ou com os dentes de baixo ligeiramente mais atrás do
que os de cima.
O prognatismo se acentua até os cinco meses. Se o filhote já for prognata,
provavelmente será prognata demais quando adulto", Ana Beatriz.
Boa pigmentação e bela maquiagem :
"As regiões das almofadas das patas, dos lábios e ao redor dos olhos
devem ser pretas (nunca cor-de-rosa ou marrom) a partir dos 60 dias. Essa boa
pigmentação contribui para formar um conjunto harmônico", Ana Beatriz. Acostume
o Lhasa Apso às pessoas estranhas.: "Suavize o instinto
protetor desse pequeno guardião, para ele não ficar pouco tolerante com
estranhos. Lembre-se: no país de origem ele é chamado de Apso Seng Kye,
ou seja, Cão Leão Sentinela Alarme", Vânia.
Não recomendável para crianças com menos de seis
anos "O Lhasa é tranqüilo, mas protesta ao se sentir
incomodado. Crianças pequenas podem, com movimentos e atitudes bruscas, receber
rosnados de alerta do Lhasa e até ser mordidas, passando a temê-lo", Ana
Beatriz.
PARA SABER MAIS
Livros:
1)The Complete Lhasa Apso, de Norman e Carolyn Herbel, Howell Book House , tel.
(00xx1-212) 654-7503. 2)Your Lhasa Apso, de Robert J. Berndt, Denlinger
Publisher Ltd., Fairfax, Virginia, EUA.
Clube: Clube do Lhasa Apso, Rio de Janeiro, tel. (21) 571-7787.
Agradecemos aos entrevistados, inclusive aos criadores
Fernanda Colagrossi, Regiane Filka e Wagner Fernandez, e às donas de Lhasa,
Maria Iracy Souza Pereira e Silvia Brito, aos petshops Raio de Sol (Jacarepapaguá)
e Companhia dos Bichos (São Paulo).
Reportagem: Rodrigo Flores. Coordenação e texto: Marcos Pennacchi.
Revisão técnica (secretariada por Fabio Bense): Ana Beatriz Knoll, Hilda
Drumond e Vania Breim (Introdução e Para comprar bem o Lhasa).
Adriana Matos, Florana Taddeo, Maria Angela Habib, Maria Manuela Ranieri, Renato
Alvarenga, Rosana Pimentel (Introdução e Depoimentos).